sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Crônica do Cadáver

E naquela tarde de terça-feira todos deixam de trabalhar pra ir ao velório:

- É uma pena que seja tão novo. Nessa idade eu nem era casada! - chora a avó.

- Nem sabia que estava doente! Morreu de que? - o primo distante.

- Não importa o meio, o que importa agora é o fim, morreu e não volta mais! - o tio professor.

- Acho que é alguma doença infecciosa. - o chefe.

- Isso pega? - um amigo do trabalho.

- Mal sabem eles - pensa o cadáver.

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