terça-feira, 21 de agosto de 2007

Liberdade na idade de um Abade

Quanto devo por este formulário?
O ábaco do Abade ecoou:
Quarenta e nove e noventa e nove.

Boêmio, mas não bebia.
Poeta, mas não sabia escrever.
Romântico que nunca amou.
Se amou, não consumou!

Era minimalista nos mínimos detalhes
Recitava Nietzsche como se fosse poesia!
_Mas não o era?

Filho da puta de Abade!
E o Tabu? Tomou no cu!
E no seu cu? Não vi quem pôs!
E o ladrão? Ficou pra depois. (Mas que ladrão?)

Um comentário:

[Scarfer, Marthina] disse...

A segunda estrofe fez-me lembra do meu amigo Azevedo.